sexta-feira, 3 de outubro de 2008

UM DOMINGO QUE VALERÁ 4 ANOS

Domingo próximo à população brasileira terá mais um desafio, escolher os seus representantes, aqueles quer irão apontar e tentar resolver ou pelo menos minimizar os problemas que circulam.

Em Quixadá, cidade cuja população tem espírito participativo, sem dúvida irá às urnas com sentimento não de ser obrigada a votar, mais com a certeza que nesta cidade temos ainda muitos desafios, e que estes desafios somente governo e sociedade poderam resolver-los.

Não tenho dúvida que a nossa juventude aguerrida e consciente lançará mais uma vez a bola e decidirá nas urnas o futuro da nossa amada terra dos monólitos. Temos que ficar até o resultado das eleições atento, sem dúvida nossa consciência jamais permitirá que sejamos cobrados ou votaremos por interesse pessoal, mais sim pensando no coletivo e visando o bem comum.

Juventude, em Quixadá temos opções de escolher representantes que verdadeiramente tiveram e tem compromisso para nos representar na Câmara Municipal, é preciso colocar os projetos juvenis como pauta central. Para prefeito não tenho dúvida que saberemos escolher ou mesmo saberemos confirmar, pois até o momento sem dúvida todos já estão cientes. Mas qual será o candidato a prefeito da nossa juventude? Não tenho dúvida que hoje a nossa consciência está de alma lavada e que precisamos juntos governo e as organizações de classe estar sempre pautadas visando o bem de todos.

Que a consciência esteja sempre em primeiro lugar e que o vermelho, o azul ou amarelo no domingo seja branco, símbolo da paz e que esta reine dentre todos os que buscam uma Quixadá, feliz, com seu povo no poder, e que, este poder jamais será entregue a qual quer um que defende um interesse individual.

Vota Quixadá à luta não pode parar. É preciso saber escolher e o povo já escolheu que o povo quer governar e quando povo quer ninguém domina.

Viva a democracia e a juventude de Quixadá.

Por Jackson Perigoso

Monólitos do Sertão: Acadêmicos analisam paisagem ambiental


Omissão do poder público e desprezo dos moradores aceleram degradação dos monólitos do Sertão Central

Quixadá. Estudos realizados por professores e alunos da Universidade Regional do Cariri (Urca) apontam responsabilidades no processo de degradação do sítio geográfico dos monólitos de Quixadá. O grupo de estudos avalia a falta de fiscalização, a omissão do poder público e o desprezo dos moradores como principais fatores na aceleração da descaracterização ambiental da região. A ação do ser humano demonstra claramente sua interferência nos aspectos sociais, históricos e naturais. Os pesquisadores alertam para a necessidade da aplicação da legislação ambiental, medidas de proteção e disciplina no uso e ocupação do solo.

Para os pesquisadores, a salvação está na conscientização dos moradores e imediata aplicação de políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento com sustentabilidade e responsabilidade. Embora pareça lenta, a transformação provocada pelos ribeirinhos e visitantes acentuam as ações predatórias. Quando menos perceberem, terão causado danos irreparáveis ao ecossistema local, segundo avaliam. O lixo a se acumular na beira do Açude Cedro e os esgotos despejados no local; o nível de eutrofização, a cor, o cheiro da água; a ocupação desordenada e o avanço da poluição visual são notórios exemplos do perigo que avança por outras áreas do Interior.

Estado de abandono

Apesar de avaliar as cidades pólo da região como atrativas, um dos coordenadores do estudo, o geógrafo Geraldo Maximiniano Justino, está preocupado com o que considera estado de abandono. No Crato, Canindé, em Quixadá, a situação é a mesma. Embora os serviços básicos e especializados configurem-se como importante vetor econômico, não são aprimorados. A forte ligação com o turismo e a religiosidade não são suficientes para despertar o interesse pela preservação e sustentabilidade. “Faz-se isso com o nosso patrimônio público de modo muito freqüente. Falta formação e educação, para que isso mude”, afirma ele.

Outro coordenador da expedição acadêmica, o professor Mardineuson Alves de Sena, explica que o estudo também tem um papel denunciativo. São patrimônios importantes e recursos vulneráveis à ação antrópica. “Nossos estudos são realizados por futuros docentes. Nunca estiveram nesta região. A leitura da paisagem, do que somos e fazemos, aliada à visão crítica deles, expõe a cruel realidade da ação humana presente nos impactos ambientais”. Atualmente, o geógrafo realiza um diagnóstico participativo na área rural do município do Crato.

Além de Quixadá e Canindé, Viçosa do Ceará, Tianguá e Sobral foram incluídos no mapa de estudos. Do ponto de vista do grupo, as paisagens socioambientais do Ceará são determinadas pela diversidade social impressa em ambientes naturais. Os relatórios técnicos se transformarão em fonte de pesquisa. Os estudos estarão à disposição do público, na Biblioteca da Urca, a partir da segunda quinzena de outubro.

Antes das anotações, discussões e avaliações das estruturas ambientais, fundiárias, econômicas, sociais e históricas, a caravana fez exercícios de relaxamento, de respiração e energização na margem do Cedro. Saudaram a natureza ao amanhecer do dia. As aulas de campo seguem uma nova metodologia de ensino.

AULAS DE CAMPO

Estudantes aprovam a experiência

Quixadá. Na opinião dos universitários que participaram das aulas de campo nos monólitos do município, essa modalidade de pesquisa é fundamental para a formação do censo crítico profissional. O estudante Edílson Silva acredita que, por meio dessas experiências, é possível ter a real compressão geográfica e ambiental. Para a colega, Germana Sousa, que faz questão de complementar as considerações do amigo, as aulas em áreas naturais são uma importante possibilidade de aprimoramento dos conhecimentos teóricos.

O também estudante da Urca, Marcelo Gregório, vai mais além. Disse que, nesses momentos, se considera um verdadeiro desbravador. Isto porque consegue estabelecer contatos com a realidade, em seus aspectos sociais e ambientais.

Movimentos holísticos

A universitária Juliana Bonifácio é outra que também aprova a modalidade de ensino. Durante o trabalho, eles e outros 39 alunos do curso de Geografia da Urca analisaram contextos urbanos e rurais no Sertão Central.

Uma parte da programação que mereceu destaque foram as vivências holísticas. Os universitários foram convidados a praticar exercícios de alongamento, respiração, posturas de Ioga, entre outras modalidades de movimentação que integram a chamada linha holística de experiência corporal. Os movimentos holísticos auxiliaram o grupo de pesquisadores a suportar a exaustiva jornada. Foram mais de 1.600km percorridos em 18 horas de estrada e três dias de viagem. O trabalho com as aulas de campo foi realizado durante três dias de visitas a pontos estratégicos de localização dos monólitos em Quixadá.

ALEX PIMENTEL
Colaborador

Mais informações:
Departamento de Geociências da Urca
(88) 3102.1202
degeo@urca.br
www.urca.br

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Vírus da Aids circula entre humanos há cem anos, diz estudo

O vírus da Aids circula entre humanos há cerca de cem anos, décadas antes do que cientistas estimavam, afirma um estudo publicado na revista "Nature". Até agora, pesquisadores afirmavam que o vírus foi transmitido de chimpanzés para humanos na década de 30.

Entretanto, análises genéticas indicam a presença do HIV entre humanos entre 1884 e 1924, momento em que a África iniciava sua urbanização, mas a estimativa mais focada aponta o ano de 1908. O vírus da Aids só foi detectado no começo da década de 80, quando a doença começou a chamar a atenção de médicos e entidades de saúde.

A equipe de Michael Worobey, da Universidade do Arizona, chegou à nova data após comparar as seqüências genéticas de duas amostras do vírus, de 1959 e 1960, as mais antigas encontradas. As amostras são de duas pessoas infectadas em Kinshasa, capital da atual República Democrática do Congo.

Os pesquisadores fizeram o cálculo utilizando o método do "relógio molecular", em que eles analisam a quantidade de diferenças nos genes de "versões" anteriores do HIV e de seu antecessor animal, chamado SIV, a forma símia do vírus. Com isso, é possível estimar quando viveu a versão comum entre os dois.

Urbanização

A nova data coincide com uma época de mudanças na história da região onde o HIV se originou. No início do século 20, as colônias européias começavam a se instalar nos territórios que hoje são ocupados pela RDC e países limítrofes.

Segundo os pesquisadores, o crescimento dos novos centros urbanos e as condutas de alto risco associadas a eles talvez tenham sido a causa da rápida expansão do vírus. Décadas mais tarde, a partir 1960, o número de infectados com o HIV na região havia disparado.

A Aids veio a público no começo da década de 80, quando médicos notaram um grupo de mortes incomum entre homossexuais em Nova York e na Califórnia. Desde então, a doença matou ao menos 25 milhões de pessoas. Cerca de 33 milhões de pessoas vivem com o vírus atualmente.

Quanto ao futuro do surto da doença, Worobey é otimista. Para ele, assim como as mudanças experimentadas pelo ser humano possivelmente permitiram ao vírus se propagar, está nas mãos do homem reverter a atual situação.

"Se o HIV tem um ponto fraco, é que se transmite relativamente mal. Existem várias maneiras de reduzir a transmissão e forçar o vírus à extinção, que vão desde melhorar a detecção e a prevenção até usar de um modo mais amplo dos tratamentos com antiretrovirais".

Começam inscrições para o Fies

Prazo para se inscrever vai até o dia 19 de outubro.
Quase 500 mil estudantes já recebem o benefício.

Começam nesta segunda-feira (29) as inscrições para o Financiamento Estudantil (Fies), programa que concede financiamento das mensalidades a estudantes de universidades particulares que não têm condições de arcar com esse custo. O prazo para solicitar o benefício vai até o dia 19 de outubro.

Estudantes que já mantêm contrato devem fazer a renovação até esta terça-feira (30). Atualmente são quase 500 mil estudantes cadastrados e 1.459 instituições de ensino superior credenciadas, segundo informa a Caixa Econômica Federal, que concede o financiamento. De acordo com o banco, são empregados R$ 4,6 bilhões em recursos.

Para conseguir o benefício, o universitário deverá passar por processo seletivo conduzido pelo Ministério da Educação (MEC). As informações de inscrição estão disponíveis no site do programa.

Neste processo seletivo, podem se inscrever estudantes que não façam parte do Programa Universidade para Todos (ProUni). Para alunos do ProUni foi realizada uma seleção especial.

A concessão dos benefícios seguirá uma ordem de prioridades de graduações. São considerados cursos prioritários os cursos de licenciaturas em química, física, matemática, biologia, engenharia, medicina, geologia, e cursos superiores de tecnologia. A divulgação do resultado é prevista para o dia 3 de novembro.




Inscrições
No momento da inscrição, a Caixa recomenda que o estudante tenha em mãos os seguintes dados:

- número do CPF;
- dados do seu documento de identidade (número, órgão expedidor, data de expedição);
- dados acadêmicos (curso, habilitação, turno, regime acadêmico);
- dados gerais (quantidade de semestres já cursados na faculdade, valor da mensalidade integral, percentual de financiamento desejado, quantidade de pessoas que compõem o grupo familiar e renda bruta mensal familiar, incluindo o estudante no grupo familiar e no total da renda).

O estudante poderá simular o valor do empréstimo aqui. Para os contratos firmados a partir do segundo semestre de 2006 a taxa de juros é de 6,5% ao ano e exclusivamente para os cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e cursos de tecnologia, a taxa de juros é de 3,5% ao ano.

‘Ele era um homem para mim’, diz professora que fez sexo com aluno

Kelsey Peterson foi condenada a seis anos de prisão.
Ela e menino de 13 anos fugiram ao México e tiveram relações sexuais.

A ex-professora de matemática dos EUA sentenciada a seis anos de prisão por fugir com um menino de 13 anos ao México e ter relações sexuais com ele disse que a idade do garoto não fazia diferença para ela.

“Não víamos mais a nossa idade. Na minha cabeça, ele havia deixado de ser um adolescente. Ele era um homem pra mim”, declarou Kelsey Peterson, em uma entrevista para a rede de TV norte-americana ABC, nesta quarta-feira (1).

Peterson, de 26 anos, foi condenada a seis anos em uma prisão federal e cinco anos de liberdade supervisionada. Ela se declarou culpada em julho de transportar um menor para fora dos limites de seu estado (Nebraska) para fazer sexo com ele.

Peterson começou a ter relações sexuais com o aluno quando ele tinha 12 anos e estudava na escola onde ela trabalhava, na cidade de Lexington. Ela teria dado aula pra ele durante a sexta série.

O advogado de Peterson questionou a autenticidade da certidão de nascimento do garoto, argumentando que ele teria pelo menos 16 anos e que ele seria o responsável pelo assédio à professora.

A alegação foi negada pelos advogados de acusação. “Ele tinha 12 anos e a ré sabia disso”, disse a advogada Amy Peck.

Em outubro de 2006, os dois desapareceram. Uma semana depois, ela foi presa no México.


Peterson ainda enfrenta acusações estaduais por seqüestro, abuso de menores e abuso sexual.


À TV norte-americana, a ex-professora disse que se sentia atraída pelo garoto quando ele tinha 12 anos, ainda que isso fosse contra sua criação católica e seu sonho de casar-se e ter filhos.


Peterson também expressou remorso pela forma como suas ações afetaram sua família, principalmente sua filha de nove anos. “Ela era a minha vida”, disse. “Eu devo mais desculpas a ela do que jamais poderei dar”.

Territórios da cidadania: Mais 50 municípios serão beneficiados

A partir de 2009, 172,3 mil agricultores familiares serão beneficiados pelo programa federal

Brasília. O Ceará terá seis Territórios da Cidadania a partir de janeiro de 2009. O Comitê Gestor Nacional do Territórios da Cidadania aprovou a inclusão, no programa, do Cariri, dos Sertões do Canindé e de Sobral, estendendo para 50 novos municípios as ações de desenvolvimento regional e garantia de direitos sociais que o Governo Federal desenvolve desde fevereiro de 2008 em parceria com estados, municípios e a sociedade civil. A decisão eleva para 100 os municípios beneficiados entre os 184 municípios do Ceará.

No Estado, atualmente, são beneficiados 50 municípios nos Territórios da Cidadania de Itapipoca, Inhamuns/Crateús e Sertão Central, por meio da ação de 19 ministérios do Governo Federal. Até o último mês de 2008, estão previstos investimentos da ordem de R$ 748,4 milhões em ações de acesso a direitos sociais, infra-estrutura e, também, apoio a atividades produtivas.

Os Planos Territoriais de Ações Integradas dos novos territórios serão elaborados a partir de matrizes de ações apresentadas pelo Governo Federal. A transformação em obras, serviços e projetos de desenvolvimento será definida com os colegiados territoriais, instância de participação da população dos territórios atendidos.

Critérios

A decisão do Comitê Gestor Nacional amplia de 60 para 120 os Territórios da Cidadania atendidos em todo o País. A inclusão do Cariri, dos Sertões do Canindé e de Sobral foi definida com base nos mesmos critérios adotados na seleção dos primeiros territórios beneficiados: menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), reduzido dinamismo econômico e número de assentamentos da reforma agrária, de agricultores familiares, de famílias de pescadores, de comunidades quilombolas, de terras indígenas e de beneficiários do Programa Bolsa Família. Desta vez, também foi considerado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Com a ampliação das ações, o Territórios da Cidadania passa a beneficiar no Ceará, a partir de janeiro de 2009, 172,3 mil agricultores familiares, 13,4 mil famílias assentadas, 5,6 mil famílias de pescadores, 11 comunidades quilombolas e três terras indígenas.

Entre os novos municípios que integrarão os Territórios da Cidadania do Ceará, 27 estão no Cariri. São eles: Abaiara, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Assaré, Aurora, Barbalha, Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Granjeiro, Jardim, Jati, Juazeiro do Norte, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Salitre, Santana do Cariri, Tarrafas.

Outros seis ficam situados nos Sertões de Canindé: Boa Viagem, Canindé, Caridade, Itatira, Madalena, Paramoti.

Na região de Sobral, estão Alcântaras, Cariré, Coreaú, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Groaíras, Massapê, Meruoca, Moraújo, Mucambo, Pacujá, Reriutaba, Santana do Acaraú, Senador Sá, Sobral, Varjota.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Do sertão para a África: Ovinocaprino tipo exportação


Projeto promove a ovinocaprinocultura do Ceará no arquipélago de Cabo Verde, situado no continente africano

Quixadá. A culinária cearense dá um importante passo na expansão da ovinocaprinocultura. Com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o paladar nordestino está chegando do outro lado do Atlântico. Através de cursos de gastronomia, produtos derivados de caprinos e ovinos começam a integrar o cardápio de Cabo Verde. O arquipélago de origem vulcânica, que tem o Português como língua oficial, um dos menores países do continente africano, começa a se render aos sabores sertanejos.

Após contatos com empresários e entidades de Cabo Verde, técnicos do Senac-CE e Sebrae-CE identificaram muitas oportunidades para o desenvolvimento de diversas ações, tanto na área de capacitação profissional, como no setor comercial. A difusão da cozinha regional é uma delas. Objetivando o fortalecimento do intercâmbio internacional, uma missão empresarial cruzou o oceano. A meta é firmar parcerias e o incremento das exportações de produtos derivados de ovinos e caprinos do Ceará para a África.

Como resultado imediato da missão comercial foram fechadas duas parcerias comerciais, uma em Praia e a outra em Mindelo. A negociação possibilitará a aquisição de aproximadamente 1,9 mil animais, gerando uma receita de US$ 168 mil para o Ceará. Segundo empresários, há possibilidades de fechar contrato de fornecimento de pelo menos um container por mês. O equivalente a 13 toneladas de carne caprina e ovina para Cabo Verde. A estruturação da cadeia produtiva promovida pelo Projeto Aprisco, do Sebrae, resultando na maior produtividade na produção de carne de qualidade superior, com menor teor de gorduras, agrega valor especial ao produto cearense viabilizando o excelente negócio, segundo avaliam os técnicos.

As visitas às cidades de Praia e Mindelo objetivaram articular novos projetos e promover o intercâmbio de experiências. A diretora regional do Senac, Ana Cláudia Martins, a diretora de Educação Profissional, Mazza Maciel, a coordenadora do Núcleo de Gastronomia, Louise Benevides e o instrutor Daniel Ribeiro Guimarães participaram da excursão. O empresário Paulo Holanda, proprietário da Fazenda Pé de Serra e os assessores do Sebrae, Marta Campelo e Carlos Viana integraram a equipe cearense.

Qualificação profissional

A viagem fez parte do Projeto de Promoção Comercial da Ovinocaprinocultura do Ceará em Cabo Verde, com a realização de cursos de culinária. A idéia foi realizar a qualificação dos profissionais de restaurantes, a fim de promover uma melhor preparação da carne, bem como diversificar o cardápio de ovinos e caprinos nos estabelecimentos. Na ocasião, os empresários africanos tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura do Centro de Educação Profissional do Senac e das suas cozinhas pedagógicas, bem como a metodologia formativa utilizada.

Segundo Louise Benevides, a importância da gastronomia regional se compõe em resgatar a cultura de um povo valorizando suas raízes e hábitos. Formada pela escola francesa Lê Cordon Bleu, tendo trabalhado na própria escola e estagiado no Hotel Terrace, em Paris, ela acredita que mesmo fazendo uma “alta gastronomia” é possível manter a história e a cultura original. “A grande preocupação hoje que coloco em relevância é que muitas vezes alguns chefes procuram inovar sem perceber que os verdadeiros valores dessa gastronomia contam a história de um povo e que não podem jamais ser esquecidos”, destaca.

O grupo aponta as condições agrícolas e ecológicas do semi-árido nordestino como adequadas à exploração comercial da ovinocaprinocultura. O clima é propício. Além disso, o mercado local está em amplo crescimento e os produtores já estão em busca de novos mercados. A idéia é que a divulgação dos produtos em Cabo Verde resulte no aumento das exportações, gerando uma demanda que contribua para o desenvolvimento do setor e resulte em impactos sociais e econômicos positivos para a população rural. “Além dos negócios, o paladar cearense é irresistível”, comemoram. A versatilidade de pratos com carne ovinocaprina conquistou destaque.

SAIBA MAIS

Descobrimento

Cabo Verde é um país africano constituído por dez ilhas. Está localizado no Oceano Atlântico, a 640km a oeste de Dakar, Senegal. Foi descoberto em 1460, por Diogo Gomes, a serviço da Coroa Portuguesa, que encontrou o arquipélago desabitado.

Entreposto

A posição estratégica das ilhas nas rotas que ligavam Portugal ao Brasil e ao resto da África contribuíram para o local a ser utilizado como entreposto comercial e de aprovisionamento.

Comércio

Abolido o tráfico de escravos em 1876, o interesse comercial do arquipélago para a metrópole decresceu, só voltando a ter importância a partir da segunda metade do século XX.

ALEX PIMENTEL
Repórter
Diário do Nordeste