terça-feira, 7 de outubro de 2008

PT cresce com a vitória de aliados


Para o ministro José Pimentel, o crescimento do partido foi além do planejado para as últimas eleições municipais

Para além da vitória da prefeita Luizianne Lins em Fortaleza, o que deixou otimista, e em estado de graça os aliados dela, foi o resultado alcançado no Estado do Ceará, não só pelo PT, mas pela coalizão que tem como líderes, o governador Cid Gomes e o presidente Lula. Se a vitória na Capital foi um trunfo inicial, em 2004, como destaca o deputado federal Eudes Xavier (PT), já se fala em nova ´hegemonia política´ no Ceará. Para o ministro José Pimentel, o resultado das urnas foi além do planejado.

´É uma vitória eleitoral e política´, denominou Eudes Xavier quando questionado sobre o fortalecimento do grupo político do qual faz parte, em comparação com a redução do poderio tucano no Ceará. ´A prefeita Luizianne, o governador Cid e o presidente Lula crescem nas devidas proporções porque fazem parte de um amplo projeto de poder popular que está sendo desenvolvido em caráter nacional´, argumentou o deputado em tom de comemoração.

Oligarquia

Em âmbito estadual, a análise do parlamentar é otimista. ´O PT conseguiu reeleger todos os nove prefeitos agora em 2008. Em Acaraú nós quebramos uma oligarquia, em Juazeiro (do Norte) da mesma forma, de maneira que esse novo desenho político nos coloca firmes entre os maiores partidos do Estado´, comemorou o parlamentar, complementando: ´o PT sai desta eleição unificado e vitorioso, podendo ajudar o presidente Lula e o governador Cid Gomes em todos os níveis da administração´.

Falando novamente no cenário de Fortaleza, Eudes destacou o enfraquecimento do PSDB e o aumento do número de aliados da prefeita na Câmara Municipal de Fortaleza. ´Só o PT conseguiu aumentar para quatro, o número de representante, além do aumento do número de parlamentares da base de apoio à prefeita´.

Planejamento

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, em um apanhado geral sobre o desempenho do seu partido no Brasil, na noite de domingo, quando alguns votos ainda estavam sendo contabilizados, disse que o resultado das urnas foi acima do planejado. ´O desempenho foi muito bom. Conseguimos aumentar nosso número de prefeitos tanto em cidades de grande porte, como também os menores municípios onde não tínhamos um grande número. Foi uma eleição histórica e muito significativa para o grupo liderado pelo presidente Lula, por mostrar a força do bom Governo que Lula vem fazendo´.

Otimista quanto aos próximos anos, Pimentel, enquanto deputado federal e homem da confiança do presidente da República, enfatiza que os planos do Governo Federal para o Estado do Ceará são os melhores possíveis. Segundo ele, o Ceará, com Cid, Lula e Luizianne passa por um novo ciclo de poder, que dá prioridade ao crescimento econômico com distribuição de riqueza. ´Hoje temos R$ 40 milhões em execução ou aguardando licença para o início de obras nos vários municípios do Ceará´, disse.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PMDB já elegeu 1.200 prefeitos no país

Eleição já está definida em 5.519 dos 5.563 municípios.PSDB soma 784 prefeitos, contra 548 do PP e 546 do PT.
Com a definição da eleição em 5.519 dos 5.563 municípios do país, o PMDB é o partido que mais elegeu prefeitos. Até agora, a legenda soma 1.200 prefeitos eleitos, contra 784 do PSDB, 548 do PP, 546 do PT, 497 do DEM e 413 do PTB


RESULTADO DAS ELEIÇÃO EM QUIXADÁ PARA PREFEITO

Válidos 40.566 (79,87%)
Nulos 1.939 (3,82%)
Brancos 646 (1,27%)
Abstenção 7.638 (15,04%)

Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos
Rômulo (PT) 55.74% 22.610
Zé Nilson (PSDB) 40.24% 16.325
Monica (PSB) 3.33% 1.349
Roberto Costa (PP) 0.70% 282

A vitória de Romulo mostra a força que o pt tem em Quixadá, ou seja em Quixadá, o candidato não tem nome mais partido, o povo quixadaense tem ciência que a esquerda socialista dominará por vez o Brasil e a américa latina.

Quando o povo quer ninguém domina e o povo quixadaense tem sim liberdade ao contrário daqueles que as gritavam. Quixadá, Fortaleza e Crateús se destacam na luta por um Ceará livre daqueles que governam por uma limitada quantidade de pessoas.

parabéns Pt
parabéns quixadá
parabéns Romulo
e a todos que lutaram
viva a juventude!!!

VEREADORES ELEITOS EM QUIXADÁ

OS DEZ ELEITOS:
1º Ivan Cosntruções (PT) 2.026
2º Pedro Baquit (PSDB) 1.846
3º Kleber Junior (PT) 1.730
4º Capitao (PT) 1.585
5º Zé Maria da Art Vidro (DEM) 1.534
6º Rosa Buriti (PT) 1.500
7º Edi Leal (PT) 1.216
8º Ci (PSDB) 1.190
9º Audenio (PT) 1.182
10º Cezar Augusto (PSDB) 1.132

OUTROS RESULTADOS:
DEMOCRATAS - DEM Nome do candidato (partido) votos válidos
Zé Maria da Art Vidro 1.534
Ita Ventura 550
Eduardo Bezerra 468
Coronel Holanda 318

PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL - PC do B Nome do candidato (partido) votos válidos
Cesar do Sindicato 152

PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - PDT Nome do candidato (partido) votos válidos
Tia Bené 154

PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO - PMDB Nome do candidato (partido) votos válidos
Paulo Holanda 5

PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - PPS Nome do candidato (partido) votos válidos
Antoniel Magalhães 587
Delegado Granja 191
Badila 98

PARTIDO REPUBLICANO BRASILEIRO - PRB Nome do candidato (partido) votos válidos
Antonio Alves 227
Amaury 156
Luiz Carlos 155
Gercina da Saude 126
Emidio 63

PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO - PSB Nome do candidato (partido) votos válidos
Baba 491
Maria Clara 136
Cabo Jonas 131
Nina Mara 54

PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - PSDB Nome do candidato (partido) votos válidos
Pedro Baquit 1.846
Ci 1.190
Cezar Augusto 1.132
Duda 1.012
Ticão 996
Agenor Magalhães 713
João Duarte 518
Miguel Leite 167
Getúlio Girão 23
Oberdan 2

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - PSOL Nome do candidato (partido) votos válidos
Eronilton Buriti 132
Pedro Feijao 127
Dr. Chiquinho 107
Fatinha 35
Josivaldo Queiroz 29
Antonio Candido 28
Pedro Wilson 22

PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT Nome do candidato (partido) votos válidos
Ivan Cosntruções 2.026
Kleber Junior 1.730
Capitao 1.585
Rosa Buriti 1.500
Edi Leal 1.216
Audenio 1.182
Dada 964
Carlinhos 905
Naldinho 877
Luiz do Hospital 529
Italo Beethoven 408
Kelton Dantas 360
Neiva do Sindicato 324
Bezaliel 318

PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - PTB Nome do candidato (partido) votos válidos
Zé Rogério 691
Fransquinho do Bojó 629
Higo do Ademar 373
Genizio 334
Elisaudo 270
Braga 199
Elenier Ou Nier 177
Lindauria do Pedro Cândido 135
Carlos Anderson 131
Gilmar Barros Ou Dr. Gilmar 120
Franklin 101
Sandra 78
Cleonice 37
Paulinho 35
Diassis 2
PARTIDO TRABALHISTA CRISTÃO - PTC Nome do candidato (partido) votos válidos
Dudu 653
Ivo Cabeleleiro 199
Professor Tauvânio 100
Valdir Oliveira 68
Pereira 39
PARTIDO TRABALHISTA NACIONAL - PTN Nome do candidato (partido) votos válidos
Walker 323
Tiquinho 294
Zilcar Lopes 290
Weliton Páscoa 172
Pastor Almeida 106
Juarez Sá 47
PARTIDO VERDE - PV Nome do candidato (partido) votos válidos
Adriana Severo 1.114
Jean Silva 1.022
Francisco Antonio 927
Neuton da Cagece 714
Nozo 387

SERTÃO CENTRAL: Praça fica “vermelha” com vitória petista


Quixadá. A Praça José de Barros, no Centro, foi tomada pelos eleitores depois que Rômulo Carneiro (PT) venceu as eleições, dando continuidade à administração petista na cidade. O candidato José Nilson (PSDB) ficou em segundo lugar na disputa. A praça, conhecido reduto petista, foi tomada pelo vermelho durante a comemoração. Fora embriaguez e pequenas discussões, não foram registradas ocorrências no decorrer da festa política.

Mas durante a votação, nem as rosas escaparam da disputa eleitoral. Um buquê de flores brancas foi apreendido pela Polícia em razão das disputas eleitorais. Uma denúncia feita pela coligação “Juntos venceremos” (PT/PV/PMDB) levou a Polícia a recolher as rosas e deter um dos fiscais da coligação Avança Quixadá (PSDB/ PTB/ PTC/ PTN/ PDT/ DEM/ PPS/ PRTB). O incidente aconteceu dentro campus da Feclesc.

Pouco tempo depois foi a vez da Polícia deter o eleitor Francisco Climério Cristino. Pouco antes do encerramento do período eleitoral ele utilizava o equipamento sonoro de sua Hilux em volume excessivo, defronte ao Colégio Estadual Governado César Cals de Oliveira Filho. Foi orientado a desligar o equipamento. Ele não atendeu ao pedido e foi levado para a delegacia de Quixadá. O carro foi apreendido e ele, autuado por promoção de desordem, com base no Artigo 296 do Código Eleitoral.

Nos demais municípios da região, incluindo Mombaça e Pedra Branca, onde foram registrados até crimes de morte na pré-eleição, não houve nenhuma prisão até o encerramento da votação, mas polícia permaneceu em alerta.

Alex Pimentel
Colaborador

domingo, 5 de outubro de 2008

SERTÃO CENTRAL: Primeira prefeita do Brasil



Quixeramobim. Aos 12 de outubro de 1958 a 13ª junta apuradora da Justiça Eleitoral da comarca de Quixeramobim declarava encerrada a apuração dos votos para o cargo majoritário no município sertanejo situado a 206km de Fortaleza. O extrato da ata geral anunciava Aldamira Guedes Fernandes vencedora do pleito para o Poder Executivo local. Com maioria absoluta de votos, exatos 59%, comemorava a conquista, sendo empossada aos 25 de março do ano seguinte. No Brasil, pela primeira vez, uma mulher assumia o cargo por meio do voto livre.

Daquela época, a pioneira no cenário político nacional recorda que não existiam comícios, não se distribuíam bonés e nem blusas dos candidatos; não haviam carros de som fazendo propagandas pelas ruas, cartazes e nem outdoors. Ela explica que só existiam duas amplificadoras de som na cidade. Uma delas, a da Paróquia de Santo Antônio e a outra, do radialista Fenelon Câmara. “A gente tinha que conquistar o eleitor era na visita, na conversa, mostrando nossas propostas de trabalho. Era comum a gente pedir o voto às comadres e compadres, assegurando por conta disso, uma boa margem de votos”, diz ela.

A ex-prefeita conta ainda que, naquele período, no dia da eleição, era permitido fornecer o transporte e alimentação dos eleitores. Dependendo da ocasião se matava um ou dois bois para o preparo da merenda e do almoço. O quintal dela ficava cheio de panelões no fogo fazendo a comida que era generosamente distribuída. “Nós os tratávamos muito bem. Era assim que acontecia naquele tempo, uma prática adotada por todos os candidatos. Por ser uma época de grandes dificuldades, isso se tornava um ato de apoio ao eleitor”, lembra.

No vigor dos seus 85 anos bem vividos, como faz questão de ressaltar, lembra ainda que, no dia de sair para votar, as pessoas tinham por costume vestir a melhor roupa. Faziam questão de exibir elegância, como se fossem a uma festa. Todos faziam questão de estar bem apresentados. Ela falou também do trabalho das Juntas Apuradoras. A contagem dos votos era totalmente manual, no prédio da Prefeitura. Não aconteciam desentendimentos. “Tudo era feito dentro da ordem exigida pelo juiz da comarca”, explicou a única prefeita de Quixeramobim.

Época de Ouro

Naquela época de ouro — fim da década de 50 e início dos anos 60 — a capital federal mudava do Rio de Janeiro para Brasília. O Brasil vivia um período de democracia formal. A bossa-nova, o teatro de arena e o cinema novo se destacavam no Sudeste. Ainda havia forte resistência à emancipação feminina. O machismo imperava. Todavia, com o apoio do marido, o médico Joaquim Fernandes — já falecido, que por duas vezes já havia sido prefeito deste município —, “Dona Aldamira”, como era tratada por seu povo, jamais enfrentou discriminação na cidade.

Acerca das atuais disputas, ela diz ser favorável à destinação de verbas públicas para o financiamento das campanhas eleitorais. Justifica a medida como alternativa para evitar que os candidatos de grande poder econômico levem vantagem em relação aos que não contam com o artifício monetário. Ela vê com preocupação a questão da influência financeira no pleito eleitoral, principalmente quando candidatos possuem ótimas propostas de trabalho, mas poucos recursos. Com a desigualdade fica muito difícil serem eleitos.

O historiador e professor, Marum Simão, destaca em seu livro “Quixeramobim, recompondo a história”, editado em 1996, que Aldamira exerceu o mandado constitucional até 25 de março de 1963.

Ela foi de fato e de direito popular, a primeira mulher brasileira a se tornar prefeita através das urnas. Foi eleita pelo Partido Social Democrático (PSD), anos mais tarde transformado no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Com a Constituição de 1988, o partido recebia mais uma letra, surgindo o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

ALEX PIMENTEL
Colaborador
Diário do nordeste
SAIBA MAIS

Primeiro-cavalheiro

Quando um homem é eleito prefeito de algum município, sua esposa se torna a primeira-dama da cidade. A mulher do governador também é tratada como primeira-dama, mas, agora, do Estado. Já a companheira do presidente, é considerada a primeira-dama da nação. Quanto ao marido de uma mulher que assume qualquer um desses cargos, de acordo com as regras da ortografia brasileira, por se tratar de um substantivo composto, deve-se substituir o gênero feminino pelo masculino, portanto: dama por cavalheiro. Daí, passa a ser chamado de primeiro-cavalheiro. A construção pode parecer estranha, no entanto, é correta, afirmam os especialistas.

Prefeita

O Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Norte cita Luiza Alzira Soriano Teixeira como a primeira prefeita do Brasil. Em 1928, aos 32 anos, disputou as eleições pelo Partido Republicano, no município de Lages, naquele Estado. Venceu o pleito com 60% dos votos. Tomou posse em 1º de janeiro de 1929, quando também se tornou a primeira mulher a assumir o cargo na América do Sul. Todavia, ela foi eleita mediante nomeação do governador, como previa a lei naquela época. Com a Revolução de 1930 perdeu o mandato por não concordar com as exigências do governo Getúlio Vargas.

Mulheres

Segundo o escritor Fernando Dannemann, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado brasileiro a autorizar o voto da mulher nas eleições, assim, a primeira eleitora do País foi a potiguar Celina Guimarães Viana. Ela conseguiu o alistamento eleitoral invocando a Lei Saraiva, promulgada em 1881. A legislação imperial determinava direito de voto a quem tivesse renda mínima de dois mil réis. Entretanto, o voto feminino só foi regulamentado oficialmente em 1934, com a implantação do Estado Novo, na Era Vargas.


SERTÃO CENTRAL: Primeira prefeita do Brasil



Quixeramobim. Aos 12 de outubro de 1958 a 13ª junta apuradora da Justiça Eleitoral da comarca de Quixeramobim declarava encerrada a apuração dos votos para o cargo majoritário no município sertanejo situado a 206km de Fortaleza. O extrato da ata geral anunciava Aldamira Guedes Fernandes vencedora do pleito para o Poder Executivo local. Com maioria absoluta de votos, exatos 59%, comemorava a conquista, sendo empossada aos 25 de março do ano seguinte. No Brasil, pela primeira vez, uma mulher assumia o cargo por meio do voto livre.

Daquela época, a pioneira no cenário político nacional recorda que não existiam comícios, não se distribuíam bonés e nem blusas dos candidatos; não haviam carros de som fazendo propagandas pelas ruas, cartazes e nem outdoors. Ela explica que só existiam duas amplificadoras de som na cidade. Uma delas, a da Paróquia de Santo Antônio e a outra, do radialista Fenelon Câmara. “A gente tinha que conquistar o eleitor era na visita, na conversa, mostrando nossas propostas de trabalho. Era comum a gente pedir o voto às comadres e compadres, assegurando por conta disso, uma boa margem de votos”, diz ela.

A ex-prefeita conta ainda que, naquele período, no dia da eleição, era permitido fornecer o transporte e alimentação dos eleitores. Dependendo da ocasião se matava um ou dois bois para o preparo da merenda e do almoço. O quintal dela ficava cheio de panelões no fogo fazendo a comida que era generosamente distribuída. “Nós os tratávamos muito bem. Era assim que acontecia naquele tempo, uma prática adotada por todos os candidatos. Por ser uma época de grandes dificuldades, isso se tornava um ato de apoio ao eleitor”, lembra.

No vigor dos seus 85 anos bem vividos, como faz questão de ressaltar, lembra ainda que, no dia de sair para votar, as pessoas tinham por costume vestir a melhor roupa. Faziam questão de exibir elegância, como se fossem a uma festa. Todos faziam questão de estar bem apresentados. Ela falou também do trabalho das Juntas Apuradoras. A contagem dos votos era totalmente manual, no prédio da Prefeitura. Não aconteciam desentendimentos. “Tudo era feito dentro da ordem exigida pelo juiz da comarca”, explicou a única prefeita de Quixeramobim.

Época de Ouro

Naquela época de ouro — fim da década de 50 e início dos anos 60 — a capital federal mudava do Rio de Janeiro para Brasília. O Brasil vivia um período de democracia formal. A bossa-nova, o teatro de arena e o cinema novo se destacavam no Sudeste. Ainda havia forte resistência à emancipação feminina. O machismo imperava. Todavia, com o apoio do marido, o médico Joaquim Fernandes — já falecido, que por duas vezes já havia sido prefeito deste município —, “Dona Aldamira”, como era tratada por seu povo, jamais enfrentou discriminação na cidade.

Acerca das atuais disputas, ela diz ser favorável à destinação de verbas públicas para o financiamento das campanhas eleitorais. Justifica a medida como alternativa para evitar que os candidatos de grande poder econômico levem vantagem em relação aos que não contam com o artifício monetário. Ela vê com preocupação a questão da influência financeira no pleito eleitoral, principalmente quando candidatos possuem ótimas propostas de trabalho, mas poucos recursos. Com a desigualdade fica muito difícil serem eleitos.

O historiador e professor, Marum Simão, destaca em seu livro “Quixeramobim, recompondo a história”, editado em 1996, que Aldamira exerceu o mandado constitucional até 25 de março de 1963.

Ela foi de fato e de direito popular, a primeira mulher brasileira a se tornar prefeita através das urnas. Foi eleita pelo Partido Social Democrático (PSD), anos mais tarde transformado no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Com a Constituição de 1988, o partido recebia mais uma letra, surgindo o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

ALEX PIMENTEL
Colaborador
Diário do nordeste
SAIBA MAIS

Primeiro-cavalheiro

Quando um homem é eleito prefeito de algum município, sua esposa se torna a primeira-dama da cidade. A mulher do governador também é tratada como primeira-dama, mas, agora, do Estado. Já a companheira do presidente, é considerada a primeira-dama da nação. Quanto ao marido de uma mulher que assume qualquer um desses cargos, de acordo com as regras da ortografia brasileira, por se tratar de um substantivo composto, deve-se substituir o gênero feminino pelo masculino, portanto: dama por cavalheiro. Daí, passa a ser chamado de primeiro-cavalheiro. A construção pode parecer estranha, no entanto, é correta, afirmam os especialistas.

Prefeita

O Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Norte cita Luiza Alzira Soriano Teixeira como a primeira prefeita do Brasil. Em 1928, aos 32 anos, disputou as eleições pelo Partido Republicano, no município de Lages, naquele Estado. Venceu o pleito com 60% dos votos. Tomou posse em 1º de janeiro de 1929, quando também se tornou a primeira mulher a assumir o cargo na América do Sul. Todavia, ela foi eleita mediante nomeação do governador, como previa a lei naquela época. Com a Revolução de 1930 perdeu o mandato por não concordar com as exigências do governo Getúlio Vargas.

Mulheres

Segundo o escritor Fernando Dannemann, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado brasileiro a autorizar o voto da mulher nas eleições, assim, a primeira eleitora do País foi a potiguar Celina Guimarães Viana. Ela conseguiu o alistamento eleitoral invocando a Lei Saraiva, promulgada em 1881. A legislação imperial determinava direito de voto a quem tivesse renda mínima de dois mil réis. Entretanto, o voto feminino só foi regulamentado oficialmente em 1934, com a implantação do Estado Novo, na Era Vargas.